As personalidades mais lembradas da história de Sorocaba são o fundador Baltasar Fernandes (1654), o político Rafael Tobias de Aguiar, o Brigadeiro Tobias, líder da Revolução Liberal de 1842, o empresário Luís Mateus Maylasky, que organizou a Estrada de Ferro Sorocabana, o primeiro bispo dom José Carlos de Aguirre e o historiador Aluísio de Almeida. Muitos deles batizam bairros, avenidas e instituições da cidade. Abaixo, quem foi cada um e onde o nome aparece hoje.
Quem é quem, em uma tabela
| Personalidade | Época | Por que é lembrada | Onde o nome aparece |
|---|---|---|---|
| Baltasar Fernandes | c. 1580–1667 | Fundou o povoado em 1654 e pediu a criação da vila em 1661 | História do Mosteiro de São Bento |
| Cristóvão Pereira de Abreu | Século XVIII | Conduziu a primeira tropa de muares pela vila, em 1733 | Memória do tropeirismo |
| Rafael Tobias de Aguiar | Século XIX | Presidiu a província duas vezes e liderou a Revolução Liberal de 1842 | Bairro de Brigadeiro Tobias |
| Luís Mateus Maylasky | 1838–1906 | Organizou, com Roberto Dias Baptista, a companhia da Estrada de Ferro Sorocabana | Praça Maylasky, no Centro |
| Manuel José da Fonseca | Século XIX | Abriu em 1882 a fábrica de tecidos Nossa Senhora da Ponte | Início do ciclo têxtil |
| Dom José Carlos de Aguirre | 1880–1973 | Primeiro bispo de Sorocaba, nomeado em 1924 | Avenida Dom Aguirre e Fundação Dom Aguirre |
| Aluísio de Almeida (monsenhor Luiz Castanho de Almeida) | Século XX | Historiador, autor de 22 livros sobre a cidade | Casa de Aluísio de Almeida |
| Renato Sêneca de Sá Fleury | Século XX | Professor que liderou a campanha de criação do Museu Histórico | Biblioteca Infantil Municipal |
Baltasar Fernandes, o fundador
Bandeirante nascido em São Paulo por volta de 1580, Baltasar Fernandes era filho dos fundadores de Santana de Parnaíba e irmão de Domingos Fernandes, fundador de Itu. Em 1654, construiu casa à beira do Rio Sorocaba e uma capela de Nossa Senhora da Ponte. Em 1660, doou a capela e terras aos beneditinos, origem do Mosteiro de São Bento. Em 1661, pediu que o povoado virasse vila, o que ocorreu em 3 de março daquele ano. Morreu em Sorocaba, em 1667.
Rafael Tobias de Aguiar, o Brigadeiro Tobias
Sorocabano, presidiu a Província de São Paulo de 1831 a 1835 e de 1840 a 1841. Em 17 de maio de 1842, foi aclamado presidente interino da província em Sorocaba, durante a Revolução Liberal que liderou com o padre Diogo Antônio Feijó. Reuniu mais de 1.500 homens para tentar tomar a capital, foi derrotado, preso e anistiado em 1844. Pouco antes da batalha, casou-se com Domitila de Castro Canto e Melo, a Marquesa de Santos.
O bairro de Brigadeiro Tobias herdou o nome da estação ferroviária que o homenageava, aberta em terras da antiga Fazenda Passa-Três, que pertenceu a ele. Todo outubro, a Prefeitura faz a Semana Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar, com desfile na Avenida Bandeirantes. A história do casal é contada no roteiro Caminhos da Marquesa.
Luís Mateus Maylasky e a Sorocabana
Nascido em Košice, na atual Eslováquia, Maylasky chegou a Sorocaba em janeiro de 1866 para gerenciar a fábrica de algodão de Roberto Dias Baptista, de quem virou sócio. Os dois criaram a companhia ferroviária que passou a se chamar Estrada de Ferro Sorocabana, inaugurada em 1875. Maylasky dirigiu a empresa até 1880. A praça em frente à antiga estação leva o sobrenome dele; a história da estação está na matéria sobre o Museu Ferroviário de Sorocaba.
Manuel José da Fonseca e as fábricas de tecido
Em 1882, Manuel José da Fonseca inaugurou a fábrica de tecidos Nossa Senhora da Ponte. Em 1890 vieram a Santa Rosália e a Votorantim, e Sorocaba ganhou o apelido de “Manchester paulista”. Leia também a história da Fábrica Santa Rosália.
Dom José Carlos de Aguirre, o primeiro bispo
Nomeado pelo papa Pio XI em 4 de julho de 1924, dom Aguirre assumiu a diocese de Sorocaba em 1º de janeiro de 1925; foi a primeira e única diocese dele. Morreu na cidade em 1973, aos 92 anos. A principal avenida às margens do rio leva o nome dele, e um monumento ao bispo foi inaugurado ao lado dela em 1974. A Fundação Dom Aguirre, criada em 1963 para manter a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Sorocaba, também o homenageia.
Aluísio de Almeida e Renato Sêneca de Sá Fleury, guardiões da memória
Aluísio de Almeida era o pseudônimo do monsenhor Luiz Castanho de Almeida. Escreveu sobre folclore, genealogia, religião e história e deixou 22 livros publicados. Morou até 1981 na casa construída por seu pai nos anos 1930, hoje Casa de Aluísio de Almeida, sede do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Sorocaba.
O professor Renato Sêneca de Sá Fleury liderou, com Aluísio de Almeida e Antônio Francisco Gaspar, a campanha que reuniu o primeiro acervo do Museu Histórico Sorocabano, criado em 3 de março de 1954. A Biblioteca Infantil Municipal leva o nome dele.
Os endereços do Museu Histórico e da Casa de Aluísio de Almeida estão no guia de museus de Sorocaba. A linha do tempo completa da cidade está na história de Sorocaba.
Com informações da Secretaria da Cultura de Sorocaba (Museu Histórico Sorocabano, Casa de Aluísio de Almeida e Biblioteca Infantil Municipal) e da Wikipédia (verbetes Sorocaba, Baltasar Fernandes, Rafael Tobias de Aguiar, Luís Mateus Maylasky e José Carlos de Aguirre). Dados conferidos em outubro de 2026.
